| Morfina |
Dor e dispneia. |
Infusão em estudo domiciliar: 0,1 a 1,5 mililitros por hora (mL/h).
Dose inicial para dor em paciente sem opioide:
- Neonato: 40mcg/kg/dose por via subcutânea (SC) a cada 6h ou 160mcg/kg/24h.
- 1-2 meses: 60mcg/kg a cada 6h ou 240mcg/kg/24h.
- 3-5 meses: 60mcg/kg a cada 4h ou 360mcg/kg/24h.
- 6-23 meses: 80mcg/kg a cada 4h ou 480mcg/kg/24h.
- 2-11 anos: 80-100mcg/kg a cada 4h, máximo 5mg/dose, ou 480-600mcg/kg/24h, máximo 20mg/24h.
- 12 anos ou mais: 80-100mcg/kg a cada 4h, máximo 5mg/dose, ou 2,5-5mg a cada 4h; infusão 480-600mcg/kg/24h, máximo 30mg/24h, ou 20-30mg/24h.
2,9
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Não especificada; definir concentração final pela rotina local.2,9 |
Titular conforme resposta e eventos adversos; monitorar sedação, depressão respiratória, prurido, constipação, retenção urinária e sinais locais.5,9 |
| Midazolam |
Crises epilépticas, dispneia, sedação e irritabilidade neurológica. |
Bolus descritos em estudo domiciliar: 0,4mL e 1mL em dois casos.
Crise epiléptica no fim de vida: infusão SC/IV contínua inicial de 1mg/kg/24h, com aumento gradual até 7mg/kg/24h.
A partir de 1 mês: máximo habitual 60mg/24h; doses maiores apenas sob orientação especializada.
Ansiedade/agitação no fim de vida: bolus SC de 50mcg/kg e infusão de 200mcg/kg/24h, com máximos iniciais por idade.
2,9
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Não especificada; considerar volume da seringa e compatibilidade.2,9 |
Definir dose em mg/kg por protocolo pediátrico; monitorar sedação, depressão respiratória, agitação paradoxal e induração local.2,9 |
| Fentanil |
Dor moderada a intensa quando opioide potente é indicado. |
Paciente sem opioide, infusão SC/IV contínua:
- Neonato a 11 meses: 0,15-0,5mcg/kg/h.
- 1 ano ou mais: 0,25-1mcg/kg/h, máximo inicial 50mcg/h.
Paciente já em opioide forte: converter pela dose equivalente de morfina oral ou parenteral.
9
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Não especificada na fonte consultada.9 |
Uso especializado; titular conforme opioide prévio, função respiratória, sedação e resposta analgésica. Requer prescrição e monitoramento por equipe experiente.5,9 |
| Haloperidol |
Náuseas, vômitos e irritabilidade neurológica. |
Náuseas/vômitos, delirium ou agitação no fim de vida, infusão SC/IV contínua:
- 1 mês-11 anos: 20mcg/kg/24h, máximo 1mg/24h; pode aumentar até 90mcg/kg/24h.
- 12 anos ou mais: 1mg/24h; pode aumentar até 5mg/24h.
Estudo domiciliar pediátrico descreveu uso para náuseas/vômitos e irritabilidade neurológica, mas sem posologia em mg/kg.
2,9
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Não especificada; ajustar para infusão contínua quando indicada.2,9 |
Usar apenas com prescrição e protocolo pediátrico; observar sintomas extrapiramidais, sedação e risco de prolongamento de QT.9 |
| Metoclopramida |
Náuseas e vômitos. |
1-18 anos: 100-150mcg/kg por via oral, intramuscular, SC ou IV lenta, até 3 vezes ao dia.
Máximos: 500mcg/kg/24h, 10mg/dose e 30mg/dia.
Infusão contínua: a dose diária total pode ser administrada por infusão SC/IV em 24h.
9
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Não especificada; a dose diária total pode ser preparada para infusão contínua em 24h.9 |
Pode causar reações cutâneas e sintomas extrapiramidais; evitar quando houver suspeita de obstrução intestinal completa ou contraindicação clínica.9 |
| Ondansetrona |
Náuseas e vômitos. |
Atenção: guia pediátrico lista ondansetrona entre antieméticos em infusão subcutânea; o APPM informa que a injeção não é licenciada para administração SC.
A partir de 6 meses, por via oral ou IV lenta/infusão IV: 100-150mcg/kg/dose a cada 8-12h, máximo 8mg/dose.
8,9
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A fonte consultada informa que a injeção não é licenciada para administração subcutânea; diluição para uso SC não especificada.9 |
Definir dose por protocolo pediátrico; monitorar constipação, cefaleia e risco de prolongamento de QT em pacientes suscetíveis.9 |
| Ciclizina |
Náusea intensa. |
Infusão SC/IV contínua:
- 1-23 meses: 1,5-3mg/kg/24h, máximo 25mg/24h.
- 2-5 anos: 25-50mg/24h.
- 6-11 anos: 37,5-75mg/24h.
- 12 anos ou mais: 75-150mg/24h.
Compatibilidade: apenas com água para injeção; sem evidência de compatibilidade com outros agentes.
8,9
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Compatibilidade descrita apenas com água para injeção; sem evidência de compatibilidade com outros agentes.8,9 |
Separar via/sítio quando não houver validação; observar sonolência, efeitos anticolinérgicos e reação local.8,9 |
| Escopolamina ou glicopirrolato |
Secreções respiratórias excessivas. |
Hioscina hidrobrometo SC/IV, 1 mês-17 anos: 10mcg/kg, máximo 600mcg, a cada 4-8h; ou 40-60mcg/kg/24h em infusão contínua, máximo sugerido 2,4mg/24h.
Glicopirrolato SC/IV:
- 1 mês-11 anos: 4mcg/kg 3-4 vezes ao dia; pode aumentar até 10mcg/kg 3-4 vezes ao dia, máximo 200mcg/dose 4 vezes ao dia.
- 12 anos ou mais: 200mcg 3-4 vezes ao dia.
Glicopirrolato em infusão contínua:
- 1 mês-11 anos: 12mcg/kg/24h; pode aumentar até 40mcg/kg/24h, máximo 1,2mg/24h.
- 12 anos ou mais: 600mcg/24h; pode aumentar até 1,2mg/24h.
8,9
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Não especificada; definir conforme volume e compatibilidade.8,9 |
Monitorar retenção urinária, boca seca, constipação, taquicardia e espessamento de secreções.8,9 |
| Fenobarbital |
Crises refratárias ou sedação. |
Dose de ataque, todas as idades: 20mg/kg, máximo 1g, por via oral, intramuscular, IV lenta ou infusão SC por pelo menos 20min.
Em morte ativa: alguns centros usam meia dose inicial de 10mg/kg.
Manutenção:
- Neonato: 2,5-5mg/kg 1-2 vezes ao dia.
- 1 mês-11 anos: 2,5-5mg/kg, máximo 300mg/dose, 1-2 vezes ao dia ou dose diária total em infusão contínua.
- 12 anos ou mais: 300mg 2 vezes ao dia ou dose diária total em infusão contínua.
8,9
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Administrar em sítio separado por incompatibilidade com outros medicamentos.8,9 |
Uso especializado; não misturar com outros medicamentos no mesmo circuito. Monitorar sedação profunda, depressão respiratória e tolerância local.8,9 |
| Clonidina |
Crise/distonia em contexto de cuidado paliativo pediátrico. |
Uso descrito em estudo domiciliar: um episódio de distonia, sem posologia em mg/kg.
Infusão SC/IV contínua, criança maior de 1 mês: 0,1-2mcg/kg/h, aproximadamente 2,5-50mcg/kg/24h.
Doses iniciais usuais:
- Menor de 6 meses: 0,4mcg/kg/h, aproximadamente 10mcg/kg/24h.
- 6 meses ou mais: 0,6mcg/kg/h, aproximadamente 14mcg/kg/24h.
A dose diária total também pode ser administrada como injeção SC em duas doses divididas.
2,9
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Não especificada; ajustar para infusão contínua se necessário.2,9 |
Monitorar pressão arterial, frequência cardíaca e sonolência; retirada abrupta pode causar rebote hipertensivo.9 |
| Solução isotônica para reidratação |
Reidratação subcutânea em crianças com desidratação leve a moderada. |
1 mês a 10 anos, desidratação leve a moderada: 20mL/kg na primeira hora.
Depois da primeira hora: continuar conforme necessidade clínica até reidratação.
Contexto dos estudos: reidratação subcutânea facilitada por hialuronidase recombinante.
6,7
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Solução isotônica administrada para reidratação subcutânea facilitada por hialuronidase recombinante; não se aplica diluição de medicamento.6,7 |
Não usar em choque, desidratação grave, instabilidade hemodinâmica ou necessidade de expansão rápida.6,7,8 |
| Soro glicosado 5% / dextrose |
Hidratação por hipodermóclise em cuidado paliativo pediátrico. |
Estudo domiciliar pediátrico descreveu um caso de hipodermóclise com dextrose, sem informar posologia padronizada em mL/kg ou velocidade específica para uso geral.2 |
Não se aplica diluição de medicamento. Definir volume e velocidade conforme prescrição individualizada.2 |
Definir indicação, volume e velocidade por prescrição individualizada; monitorar tolerância local e equilíbrio hidroeletrolítico.2,8 |
| Soro fisiológico 0,9% ou água para injeção |
Diluente para infusão subcutânea contínua em bomba. |
Guia pediátrico informa que os medicamentos em infusão subcutânea costumam ser preparados em soro fisiológico 0,9% ou água para injeção; também observa maior tendência de precipitação quando mais de um medicamento é usado e quando fármacos são misturados com soro fisiológico.8 |
Usar como diluente conforme compatibilidade do medicamento, concentração final, volume da seringa e protocolo local.8 |
Escolher diluente conforme compatibilidade, concentração final e volume disponível.8,9 |